quarta-feira, dezembro 27, 2006

Sociologia da Segurança e Saúde no Trabalho

Divulguei neste post o livro Sociologia da Segurança e Saúde no Trabalho, que me tinha sido generosamente oferecido pelo seu autor, João Rolo.

Hoje, divulgo um documento que encontrei na internet, as actas do 4º congresso português de sociologia, onde o autor resume o seu livro. Para aqueles que possam estar interessados em ler um pouco mais sobre este assunto. As restantes apresentações feitas nesse congresso estão aqui.

Para os interessados em aprofundar um pouco o tema da Sociologia, aqui vai o link da Associação Portuguesa de Sociologia. Para aqueles que se interessem pela ligação entre a Sociologia e o Trabalho, aqui vai o link da APSIOT, Associação Portuguesa dos Profissionais em Sociologia Industrial, das Organizações e do Trabalho.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Manual Merck para a família

Apesar de um pouco longe do tema deste blog, decidi-me a publicar este link para o Manual Merck para a família.

Se pensarmos bem, nem está assim tão longe. Como em todas as áreas do saber, hoje em dia, os assuntos interprenetram-se. Já não existem barreiras estanques. Aliás, será que alguma vez existiram barreiras estanques entre a Saúde no Trabalho e as outras vertentes da saúde?

A reflectir...

Apesar de ainda estarmos longe do dia 28 de Abril, dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, aqui vai uma pequena apresentação que encontrei. E que nos faz reflectir...

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Produtos químicos perigosos

Os produtos químicos perigosos são um dos assuntos mais quentes destes tempos. Está-se a discutir no parlamento europeu, uma legislação inovadora para lidar com esta área: o Reach.

Encontrei, acho que num outro blog, uma página interessante de uma organização ambientalista, a WWF. E cheguei a uma outra página, com este filme. Muito interessante e engraçado. Vale a pena ver.

Confesso não estar muito por dentro desta nova legislação, Reach. É um bom motivo para me informar.

O Design e a Ergonomia

Mais um blog sobre ergonomia e usabilidade. Parece que que isto da usabilidade está na moda. Voltei a contactar, recentemente, uma amiga que também trabalha nessa área.

O blog chama-se O Design e a Ergonomia e parece interessante.

Ausência

Pois é, já lá vão mais de 15 dias sem qualquer post. Tempo de mais...

As justificações são sempre muitas, umas melhores que outras. Tentarei vir com mais frequência. Mas sem prometer com grande firmeza.

domingo, novembro 26, 2006

Colóquio Internacional sobre Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2007

Recebi, recentemente, uma simpática mensagem de Pedro Arezes, professor na Universidade do Minho, do grupo do Professor Sérgio Miguel, e do qual já fui aluno. A mensgem, que publico mais abaixo, tem por objectivo a divulgação do colóquio Internacional de Segurança e Higiene Ocupacionais, que tenho todo o prazer em fazer:
A Sociedade Portuguesa de Segurança e Higiene Ocupacionais (SPOSHO), em parceria com a Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, realizará, em 8 e 9 de Fevereiro de 2007, o Colóquio Internacional sobre Segurança e Higiene Ocupacionais - SHO 2007. Este evento terá lugar no Auditório Nobre da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, em Guimarães, e contará com a colaboração de um vasto leque de conceituados oradores nacionais e estrangeiros.
A organização deste colóquio apela à apresentação de comunicações livres,
cujos resumos deverão ser enviadas para o e-mail
sho2007@gmail.com até ao próximo dia 12 de Janeiro, conforme detalhado na página web do colóquio.
Para mais informações sobre o evento consulte o site do colóquio em:
http://sposho.no.sapo.pt/sho2007/ ou
contacte a SPOSHO em:
SPOSHO
DPS - Campus de Azurém
Escola de Engenharia da Universidade do Minho
4800-058 Guimarães
sho2007@gmail.com

Já tive o prazer de assistir a um destes colóquios, acho que o 2º, nessa altura no Porto e co-organizado, também, pela secção Norte da Ordem dos Engenheiros. Vale a pena ir. Eu, infelizmente, parece-me já ter essa data marcada no próximo ano.

Quanto à simpática mensagem, transcrevo-a agora e agradeço as amáveis palavras:
Caro Eng. João Pinto,
Primeiro de tudo, aproveito para lhe dar os parabéns pelo seu blog sobre Segurança e Saúde no Trabalho. Estou a escrever-lhe para divulgar que a SPOSHO http://sposho.no.sapo.pt) está a organizar, em conjunto com várias universidades, um colóquio internacional sobre Segurança e Higiene Ocupacionais, conforme poderá verificar no texto de divulgação do mesmo que lhe envio no final deste e-mail.
Assim, se vir oportunidade nisso, agradecia-lhe que divulgasse o mesmo através do seu blog.
Caso necessite de alguma informação da minha parte não hesite em contactar-me,
Cumprimentos
Pedro M. Arezes
Prof. Auxiliar, Depart. de Produção e Sistemas - Escola de Engenharia - Universidade do Minho

Coordenadores de Segurança e Saúde no Trabalho na Construção: uma contribuição para o debate

Na sequência do post anterior Manifesto, e tentando alargar o debate, publiquei a seguinte mensagem na lista de discussão HSTAPT:
Caros colegas,

Publiquei hoje, no blog
Morrer a Trabalhar, um email que recebi de um colega sobre um tema que me parece interessante e polémico: será que, na construção cívil, só deverão poder trabalhar técnicos superiores de segurança e higiene do trabalho com formação de base em Engenharia civil? Parece-me ser um bom tema para discussão. Podem ler mais pormenores em (...).
Ficam desde já convidados a aparecer e a participar no blog.
Cumprimentos
João Pinto
Vários colegas participaram no debate.

O Ricardo Barata, criador da HSTAPT, deixou um comentário no blog, que passo a transcrever:
Viva João,
penso que a colega se precipitou. Que seja do meu conhecimento existe o que muitos chamaram de “lobby” (eu prefiro chamar uma corrente) da parte da Ordem dos Engenheiros no que se refere à actividade de coordenação de Segurança e Saúde na Construção o qual é publico e pode ser consultado no site da
OE. Pelo que sei esta corrente é contrariada em primeira linha pela APIT - Associação Portuguesa de Inspectores do Trabalho, contudo não tenho informação conclusiva sobre esta Associação devido a não divulgarem nada sobre o tema nem no Site, nem no Blog. O facto é que esta discussão tem vindo a atrasar a publicação do perfil do Coordenador de Segurança e Saúde na Construção e continuamos a ter Coordenadores sem formação nem em Engenharia, nem em Segurança no Trabalho.
Mais uma vez parabéns pelo Morrer a Trabalhar.
Com os cumprimentos
Ricardo Barata
rlvbarata@gmail.com


O Ricardo levanta uma questão interessante: o facto de existirem dois lobbies, de sentido contrário, em relação a este tema:
- um exercido pela Ordem de Engenheiros, que defende que a coordenação de Segurança na Construção apenas deverá ser exercida por profissionais acreditados pelas respectivas Ordens (dos Engenheiros, dos Arquitectos,...);
- o outro, exercido pela Associação Portuguesa dos Inspectores de Trabalho, que defende o contrário.

Quanto a mim, ambos tem direito a defender a sua posição. O que não pode acontecer é que, por isso, se atrase o processo de decisão, tão necessário para regular o mercado.

Talvez seja por tendência corporativa, o que quero acreditar que não, mas não posso deixar de me inclinar mais para a posição da Ordem dos Engenheiros. Como já referi no post anterior, acredito que a melhor solução, a que garante que as condições de Segurança e Saúde no Trabalho são melhores defendidas, é com coordenadores de segurança e saúde no Trabalho que sejam oriundos de áreas técnicas. Relacionado com isso, não posso deixar de transcrever uma pequena história que retirei do documento da Ordem dos Engenheiros que defende a sua posição, e que desde já recomendo a leitura a todos

O caso real da licenciada em História

- A amiga do "Filipe" licenciou-se em História
- Não há empregos na área. Falaram-lhe que isto da segurança estava a dar, particularmente na construção civil - Frequentou, com aproveitamento, o curso de técnico de SHT
- Foi trabalhar para a empresa do Tio
- Quatro anos passaram e o Tio atesta isso mesmo - trabalha comigo "no sector" há quatro anos
- A Dra está agora em condições de assumir a coordenação de segurança de uma obra cujo valor ronda os 4 480 000 €, pese embora continue a perceber muito pouco da construção
- E repara que foi pena. Podia ter feito o curso de técnico superior de SHT e tinha antecipado dois anos esta capacidade de Coordenação


Não sei se a história é verdadeira ou não, mas ilustra bem, através de um caso extremo, o problema que estamos a tratar.

Este problema põe-se em relação à coordenação de segurança na construção, mas põe-se de igual modo na profissão de técnico superior de higiene e segurança. O lobby da Inspecção de Trabalho, como definido pelo Ricardo Barata, venceu dessa vez. Será que foi a melhor solução?

Tentarei obter a visão da APIT em relação a este tema. Vamos a ver se consigo.

As restantes respostas serão publicadas em posts seguintes.

Agradecimento e "Sociologia da Segurança e Saúde no Trabalho"

Fui recentemente surpreendido por uma oferta de um leitor do Morrer a Trabalhar. João Carvalho Rolo, sociólogo e apaixonado de há muitos anos por estes temas, teve a gentileza de me oferecer o seu livro Sociologia da Segurança e Saúde no Trabalho.


Na contratapa, está uma breve descrição do seu percurso e do objectivo do livro:

Nasceu em Pego, concelho da Guarda. Frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa, mas viria a licenciar-se em Política Social no IES e mais tarde a licenciar-se em Sociologia no ISCTE. Actualmente, desempenha a função de coordenador do Grupo de Actividade Recursos Humanos no Centro de Distribuição da SLE (Grupo EDP).

O presente estudo, enfocado sobre o fenómeno social da (falta de) Saúde e (in)Segurança no Trabalho, é uma síntese da sua vivência, em especial no Sector Eléctrico, de onde poderão ser retiradas sugestões e práticas, para todas as actividades laborais.
O objectivo principal é, como o autor expressa ao longo do texto, "contribuir para que, no Mundo do Trabalho, se possa viver feliz, com Saúde e Segurança".

Ainda não tive tempo para ler o livro com a atenção que ele merece. Mas fá-lo-ei o mais rapidamente possível.

Agradeço sinceramente a oferta. E enche-me de orgulho o facto do Morrer a Trabalhar já ser de leitura obrigatória para muita gente da área.

Ao João, desejo a maior sorte do mundo e o sentimento claro de que irá, com toda a certeza, ultrapassar as dificuldades que se tenham atravessado no seu caminho.

Mais de 20 000 page views!!!

Há dias em que temos que comemorar. Hoje é um desses dias: o Morrer a Trabalhar, desde Abril de 2005, já teve mais de 20 000 page views!!! Mais precisamente, 20 042. Como foi criado um pouco mais cedo, em Fevereiro do ano passado, terá um pouco mais.

Nos últimos meses, o número de visitas tem vindo a crescer, resultado de uma maior actualização do blog e, talvez, de um maior interesse dos posts. O que é verdade é que está a ser uma aposta ganha.

Tembém em termos de leitores fiés, isto é, aqueles que retornam ao blog, o número tem vindo a aumentar. O Morrer a Trabalhar está não só a atrair novos leitores, mas também está a conseguir reter os antigos.

Alguma coisa havemos estar a fazer bem. Ainda bem. Continuem a passar por cá.


sábado, novembro 18, 2006

Manifesto

Fui contactado por uma colega de profissão com um pedido: publicar, neste blog, a posição que defende. É com todo o gosto que acedo a utilizar o Morrer a Trabalhar para a divulgação de uma causa que me parece legítima, apesar de eu, como explicarei no fim, não concordar totalmente com ela. Aqui vai a publicação da mensagem:


:-:-:-:-:-:

Visitei o seu blogs, e desde já quero felicitá-lo pela iniciativa. No entanto, estou a mandar este e-mail pois não conheço ainda as potencialidades/funcionalidade dos blogs.

Como tal, gostava que fizesse um alerta à comunidade dos técnicos de SHST, para um problema que está a acontecer - existe um movimento, com forte influência, que quer que os técnicos de SHST que exercem a sua actividade na construção e obras públicas sejam obrigatoriamente licenciados em Engenharia Civil, ora já existem muitos técnicos de SHST com larga experiência no sector e muito válidos, os quais não são licenciados em Engenharia Civil e se este movimento conseguir ir para frente com essa obrigatoriedade, muitos são os técnicos de SHST que vão para o desemprego. Relembro que não existe nenhuma legislação nacional que estabeleça essa obrigatoriedade, no entanto muitos Donos de Obra estão a ser “influenciados” a colocar essa obrigatoriedade nos cadernos de encargos das obras a executar.

Nesse sentido, acho importante que a comunidade dos técnicos pense em criar um movimento/ uma tomada de posição consistente relativamente a esse assunto para evitar o desemprego de muitos colegas. As associações que existem nesta área não estão muito interessadas nesta luta, e muitas das vezes as pessoas que fazem parte dessas associações são do citado movimento. Face ao exposto, acho que está na altura dos colegas começarem a pensar em criamos um movimento/associação ou algo que contribua para a defesa dos nossos interesses – “ A união faz a força” - .

Para mais esclarecimentos estarei ao dispor, através de e-mail, no entanto gostaria que o meu e-mail não fosse divulgado sem a minha autorização.

C/M/Cumprimentos,
(Autor identificado)


:-:-:-:-:-:

Como já referi, penso que a causa é legítima, mas não concordo completamente com ela. Tentarei explicar as minhas razões:

Primeiro, a minha posição em relação à formação de base que os técnicos superiores de segurança e higiene do trabalho deveriam ter é clara: pelo menos na indústria e construção civil, estes deverião vir das engenharias e tecnologias. Já num post efectuado no longínquo Março de 2005, expresso essa opinião:
Faz sentido termos pessoas com formação na área das ciências sociais (...) a lidar com problemas na área dos riscos químicos, efectuando planos de amostragens e elaborando soluções técnicas?

Esta posição entronca com um outro problema também formulado no mesmo post:
Deveremos nós ter técnicos generalistas, como o temos agora, ou deveremos encaminharmo-nos para técnicos especialistas em determinadas áreas?
Não tenho uma resposta definitiva, mas parece-me que cada um de nós deverá tentar, mesmo que a isso não seja obrigado legalmente, enveredar por uma especialização cada vez maior, não perdendo, porém, a visão global que lhe permitirá resolver problemas complexos.

Segundo, a mensagem não é suficientemente clara se se está a referir apenas a Técnicos Superiores de Higiene e Segurança ou também a coordenadores de Segurança e Saúde. Quanto a estes últimos, não tenho dúvidas que terão que ser profissionais familiarizados com a construção civil e a área de projecto: arquitectos, engenheiros civis,... Principalmente, se estivermos a falar da coordenação de Segurança e Saúde na fase de projecto.

Dito isto, não excluo de modo algum a possibilidade de existirem excelentes profissionais, de outras áreas, a fazerem um óptimo trabalho na construção civil. E, por isso, parece-me que deverá ser o mercado a seleccionar os melhores, escolhendo, sem grandes constrangimentos legais, quem deverá desempenhar a função. E parece ser isso que já está a fazer.

Este é um assunto complexo e delicado, que merece discussão. Quanto a mim, não tenho uma posição dogmática e, com uma boa troca de argumentos e se me convencerem, alterarei a minha posição.

Serviço de Saúde Ocupacional da Câmara Municipal de Almada

Uma das minhas primeiras experiências profissionais em segurança e higiene do trabalho foi aqui, no Serviço de Saúde Ocupacional da Câmara Municipal de Almada. A experiência foi curta e não especialmente positiva, pois o serviço, após um período de áureo e de pioneirismo, estava em fase de restruturação.

Foi dos primeiros serviços de saúde ocupacional constituído nestes moldes, com uma abordagem holística da saúde ocupacional. Criado por Paes Duarte, em 1988, foi mesmo o primeiro a funcionar numa câmara municipal.

Ao princípio, com uma equipa grande e multidisciplinar, desenvolveu um trabalho meritório, tendo sido mesmo uma das duas entidades escolhidas, pelas Boas Práticas, para uma publicação da Fundação Dublim. Depois, foi perdendo fulgor.

O mesmo médico, Paes Duarte, criou também o Serviço de Saúde Ocupacional do Hospital de S. José.

Actualmente, não sei como está a funcionar nenhum dos dois.

O Sítio do Risco (Risk Site)

aqui referi que tinha voltado a estudar. Hoje, apresento o blog do Professor Betâmio de Almeida, O Sítio do Risco (Risk Site). O blog surgiu com outro fim, que não sei exactamente qual, estando agora a ser utilizado para a cadeira de Gestão de Risco, leccionada pelo Professor. A cadeira está, até agora, a ser bastante interessante. Publicarei, mais à frente, alguns textos que terei que elaborar nesse âmbito.

Como se avalia um blog?

Ontem, encontrei este Manifesto no Prevenção e Rima, que já o tinha encontrado num outro blog, e que vem mesmo a propósito do post anterior. Cito algumas partes que me parecem interessantes:

I. Nunca vamos conseguir milhares e milhares de visitas nem, muito menos, ganhar dinheiro com nosso blog, nem conseguir o prêmio Pulitzer.
II. Não cremos que a qualidade de um blog venha marcada por seu número de visitas nem pela quantidade de páginas que o linken.

Será que a um blog deverá ser julgado pela quantidade de visitas ou pelo número de links? Diria que não, em princípio. Mas não posso negar, pois estaria a mentir, que ambos me interessam: ter mais visitantes e ter mais blogs a linkarem o Morrer a Trabalhar.

O segredo é, quanto a mim, não deixar que isso se torne o alfa e o ômega do blog. Que isso se torne em auto-censura, que corte a liberdade de escrever o que entendemos. É um desafio interessante. Vamos a ver se o conseguimos superar.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Vista da blogosfera...

Fui mencionando, à medida que tive conhecimento, as ligações ao Morrer a Trabalhar. Não são muitas: a mais significativa, do Abrupto, aqui, o Pantalassa aqui, uma outra aqui.

Nos últimos dias, tive conhecimento de mais algumas.

No Bloteigas...o Blog do Manteigas, o Vitor Manteigas, autor do blog e animador de um forum de discussão de Saúde Ambiental, teve a gentileza de colocar um link para o Morrer a Trabalhar. Quererá dizer que nos acha de alguma valia, julgo.

O Prevenção e Rima, que já tinha mencionado aqui, escreve assim:

Morrer a Trabalhar, um blog português que trata de Segurança e Saúde no trabalho, aborda diversos aspectos sobre o tema e tornou-se uma fonte de pesquisa para mim. Visitem

Acredito que a referência elogiosa não está relacionada com a publicação de link no nosso blog, mas sim porque realmente nos acha, também, de alguma valia.

Obrigado a todos pela pachorra que mostram ao conseguirem ler-nos. Espero que continuem... E tragam amigos.

Angola e a Segurança e Saúde no Trabalho

Angola é um país a construir praticamente de raiz. Depois de anos e anos de guerra, está, finalmente, a renascer. Isso também se aplica à Segurança e Saúde no Trabalho, como mostra esta notícia:


A chefe da secção, Paula dos Santos, disse à Angop que das inspecções realizadas desde Janeiro até Outubro último, foram registados apenas dois casos de acidentes de trabalho, um dos quais resultou na morte de um técnico de construção cívil. Afirmou que este número não representa a realidade. "Pensamos que alguns empregadores escondem os casos de acidentes e os empregados, por desconhecerem a lei, sofrem com isto", frisou.
Angola está numa fase anterior do desenvolvimento da Segurança e Saúde no Trabalho. Aí, o que se pretende é que se inicie o simples report dos acidentes, que nem os trabalhadores, nem as empresas fazem. Uns, por desconhecimento, os outros por...

Seria interessante conhecer um pouco melhor o enquadramento legal angolano em relação à Segurança e Saúde no Trabalho e, mais particularmente, a legislação sobre acidentes de trabalho.

Mas já se começam a fazer coisas, como já referi num post anterior e também se podem ver neste:

Até Setembro último, o sector [secção de segurança, higiene e saúde da Direcção Provincial da Administração Publica Emprego e Segurança Social, do Huambo] realizou várias palestras sobre a segurança e saúde no sector empresarial, o uso de equipamentos de protecção individual, a criação de comissões de prevenção de acidentes nos locais de trabalho, entre outros temas.

Esta campanha com o lema "Prevenir o risco e evitar o acidente é contribuir para o aumento da produção", lançada pelo Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social visa aumentar a informação de trabalhadores e empregadores.

O campo de trabalho é vasto para nós, profissionais de higiene e segurança portugueses. Temos várias vantagens relativamente a outras nacionalidades: a língua, a cultura, o simples facto de sermos portugueses e termos uma história comum atrás de nós. Para quem quiser arriscar, como fizeram os nossos, à quinhentos anos. Só que, agora, com a vida muito facilitada.

terça-feira, novembro 14, 2006

Bibliotecas Virtuais

Para quem necessita de realizar algum trabalho de investigação, de estudar ou simplesmente recolher informação para o seu desenvolvimento pessoal, aqui vão alguns sites interessantes, todos relacionados com a área da Saúde:

- Biblioteca Virtual em Saúde,
- Biblioteca Virtual de Desenvolvimento Sustentável e Saúde Ambiental,
- Scielo - Scientific Electronic Library Online

Não analisei nenhum dos sites com profundidade, mas parece-me que valem a pena.

No Scielo, por exemplo, encontram-se os artigos completos. Pesquisei por Safety Health Occupational e obtive um grande número de artigos completos, bem interessantes.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Sociedade Portuguesa de Saúde Ocupacional

Anuncia-se para breve a constituição de uma nova associação dedicada à Segurança e Saúde no Trabalho:
A Sociedade Portuguesa de Saúde Ocupacional (SPSO), uma entidade que congregue os vários profissionais que estão ligados à prevenção das doenças e acidentes de trabalho, poderá nascer em 2007.

A Sociedade terá como objectivo pôr debaixo do mesmo tecto técnicos de segurança, higiene e saúde no trabalho, médicos, enfermeiros, engenheiros e elementos da área social.

E anuncia já actividades de relevo:
"Queremos fazer uma revista de prestígio nesta área que publique artigos de investigação, ajudar a desenvolver no terreno doutoramentos nesta área e dar apoio à realização de estudos sentinela e de epidemiologia".
Esperemos que se concretize. Todas as associações que surjam nesta área são importantes para a sua consolidação em Portugal.

No entanto, alguns comentários se me oferecem:

- Não querendo parecer muito corporativo, esta nova Sociedade, tendo sido anunciada por Torres da Costa, presidente do VI Congresso Nacional de Saúde Ocupacional, e tendo Saúde Ocupacional no seu nome, será, com toda a certeza, criada à medida da Medicina do Trabalho. Uma das suas actividades já previstas, dar apoio à realização de estudos sentinela e de epidemiologia, demonstra precisamente isso.

- Saúde Ocupacional é um nome de algum modo ultrapassado para descrever uma área que Segurança e Saúde no Trabalho (ou ao contrário) descreve de um modo muito mais abrangente. Seria interessante equacionar a possibilidade de alterar o nome.

- A criação de um forum de encontro de todos os profissionais envolvidos nesta área (médicos de trabalho, técnicos de segurança e higiene do trabalho, ergonomistas, enfermeiros de trabalho,...) é essencial. No entanto, pelo exposto nos dois pontos acima, a possibilidade de nada disso acontecer é grande. Faço votos para que assim não seja.

Dito isto, afirmo desde já que, quando a Sociedade for criada, tentarei fazer-me seu membro. E aconselho a todos que façam o mesmo. Apesar de tudo...

domingo, novembro 12, 2006

Biblioteca de Segurança e Higiene do Trabalho II

O livro que irei apresentar agora também foi um dos primeiros que comprei. Chama-se Manual de Higiene do Trabalho na Indústria e tem por autor o Eng. Ricardo Macedo.


Este livro é uma das melhores referências nacionais na área da Higiene Industrial ou Higiene do Trabalho: contaminantes químicos, ventilação, ruído, vibrações, são alguns dos temas que aborda com muita profundidade. É uma referência eminentemente técnica, indispensável para quem tem funções nesta área.

O seu autor, Ricardo Macedo, é um dos maiores especialistas nacionais nesta área. Actualmente, é director do Laboratório do Laboratório de Controlo de Fibras, da Sagies.