Segurança e Higiene do Trabalho, Segurança e Saúde no Trabalho, Acidentes de Trabalho, Doenças Profissionais, Riscos... Tudo explicado, discutido e debatido por mim, João Rui Pinto, Técnico Superior de Higiene e Segurança, Licenciado em Engenharia Química e apaixonado por estes temas. Com a vossa ajuda e contribuição, caro leitor. Para que não restem dúvidas, todas as opiniões expressas neste blog são apenas as minhas e não de qualquer organização onde trabalhe ou tenha trabalhado.
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Para jornalistas...
domingo, maio 27, 2007
Campanha Construção 2007: Esmagamento

Recortes de imprensa
O ISHST coloca, diariamente, disponíveis para consulta recortes de imprensa sobre Segurança e Saúde no Trabalho. Estão disponíveis desde Outubro de 2006. Pode ser, para quem necessitar, uma fonte de informação preciosa. Para mim, aqui no Morrer a Trabalhar, vai ser com toda a certeza. Irei utilizá-los frequentemente.
Campanha para a construção civil
Os promotores desta campanha são o ISHST e o IMOPPI. Segundo o referido na notícia de lançamento da campanha, publicada no site, o seu objectivo é:
As 4 maiores causas de morte são: queda em altura, soterramento, electrocussão e esmagamentos. Para cada uma delas, a campanha tem previsto um cartaz. Publicarei esses cartazes em próximos posts.(...) é alertar os empregadores e os trabalhadores da construção para o grave panorama de sinistralidade que subsiste no sector e, principalmente, para quatro das maiores causas de acidente de trabalho mortal, e informar sobre as principais directrizes do Decreto-lei n.º 273/2003 – Planeamento e organização da SST em estaleiros temporários ou móveis.
Tem também uma brochura de suporte à campanha. Esta brochura parece-me bem conseguida, com um conjunto de medidas de prevenção para cada um dos riscos apresentados. No final, tem um guia para o decreto-lei 273/03. Esta parte parece-me um pouco desequilibrado: fala bastante da comunicação prévia, mas o plano de segurança e saúde e a compilação técnica, documentos bem mais importantes, são abordados muito superficialmente.
Em suma, a brochura não está muito extensa (1 ou 2 páginas para cada um dos riscos), desenvolve os assuntos de um ponto de vista essencialmente prático e o grafismo é, para um não especialista como eu, bem aceitável.
Por fim, tem um kit para a imprensa, de que falarei mais tarde.
domingo, maio 20, 2007
Medicina de Trabalho: a realidade portuguesa
O mais interessante, no entanto, foi a nota sobre a insuficiência de médicos do trabalho. Segundo a notícia, existem 900 médicos do trabalho, inscritos no Colégio de Medicina do Trabalho, para uma necessidade de 2100.
Outro dos pontos interessantes na notícia, é a constatação, por parte do presidente do ISHST, da desadequação da legislação à realidade portuguesa. Ele:
Interessante a afirmação pública por parte de um dos que tem, também, responsabilidade por velar para que se cumpra, de que existe uma desactualização entre a legislação e a realidade. Ou seja, que a legislação não é cumprida. E, não contente, reafirma que não condena os contractos "falsos".(...) alertou para a “clara desactualização entre a lei e a realidade, e mais ainda entre a forma como ela é aplicada a essa realidade”, sublinhando que “a Administração Pública e o Ministério da Saúde têm relutância em aceitar algumas modalidades da Medicina do Trabalho”, como o regime liberal de exercício da profissão (o desempenho profissional implica a afectação a uma empresa ou firma de prestação de serviços). Considerando que se trata de uma premissa “ilegal”, e sublinhando que não condena os “contratos falsos” (...)
Independentemente da legislação estar ou não desactualizada, não cabe a um responsável da Administração Pública avalisar o seu desrespeito, só por que está a falar com quem a desrespeita.
Provavelmente, a legislação que obriga à existência de vínculos contractuais entre os médicos e as empresas (quer prestadoras de serviços externos, quer com empresas com serviços internos) está desactualizada. E tem que ser revista. Então, reveja-se a legislação e implemente-se a nova. O que tem que deixar de acontecer é ser o próprio Estado a avalisar o não cumprimento da legislação ou, o que é ainda pior, ser ele próprio a não cumprir a legislação.
Jorge Gaspar, presidente do ISHST, (...) anunciou que pretende apresentar à Ordem dos Médicos e aos ministérios da Saúde e do Trabalho e Segurança Social (que tutela o ISHST) um documento que “explica de forma clara como entendemos a Medicina do Trabalho em Portugal” (...). Acho que já foi publicado. Farei referência a ele brevemente.