Em relação à Comunicação, discordamos da insistência na componente fiscalizadora da Autoridade de Saúde, em pretérito das funções de agente promotor de saúde, e preocupa-nos que retome um discurso que aparentemente sugere atitudes e comportamentos – que associamos à polícia sanitária – que pensávamos já ter sido definitivamente abandonados. Há dezenas de anos.
Porque, em poucas palavras, MSP e TSA são profissionais de saúde. E, como todos nós sabemos, os profissionais de saúde não são polícias.
Apesar de não pertencer à classe, tenho alguma aproximação afectiva ;-)
E não deixarei de dizer que discordo com veemência daquilo que me parece ser uma postura demissionária da defesa da Saúde Pública. O que se quererá dizer com os profissionais de saúde não são polícias ? Que não deverão encerrar estabelecimentos que, pura e simplesmente, colocam em risco a Saúde e Segurança dos consumidores, por manifesta falta de higiene? Que se deverão ficar pelas atitudes pedagógicas, nunca passando à tantas vezes necessária pedagogia da repressão?
Bem, tudo tem que ser feito com peso e medida. E parece-me que faz falta aos profissionais de Saúde Pública o que sobra à ASAE, seja isso considerado bom ou mau...