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quinta-feira, setembro 02, 2010

Arte na Segurança no Trabalho

Já ha alguns anos, 4 para ser mais preciso, publiquei um post com a música Construção de Chico Buarque, onde ele descreve um acidente de trabalho. Hoje, chega a vez da pintura. Publico este quadro lindíssimo, mas trágico, chamado Acidente de Trabalho, e que aparenta também ter ocorrido na construção civil. 



O autor é um pintor brasileiro chamado Eugénio de Proença Sigaud, que o pintou em 1944. Encontrei-o no blog Segurança no Trabalho. Por isso, disse há uns dias que tinha também uma forma interessante de olhar estes temas.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Blog interessante...

Outro dos blogs que encontrei logo no dia que retomei o Morrer a Trabalhar e que também nos trouxe bastante tráfego, foi o blog Segurança no Trabalho. Vale a pena ler: notícias interessantes e actuais, quer sobre Portugal, quer sobre o Brasil, posts com um olhar diferente, em suma, a passar e ler com atenção... Também será colocado na Segurançosfera.

terça-feira, agosto 24, 2010

@Risco

Há quase um século (bem, foi mais em 2007), encontrei um site que se chama @Risco e que é o resultado de um projecto ente a AECOPS, o ISQ e a APIRAC destinado às PME's do sector da construção civil, frio e climatização, como diz a descrição do projecto. 

O site parece-me pobre, mas, para dizer a verdade, não acedi à área reservada. Contém um glossário, mas o que me pareceu mais interessante foi uma área sobre legislação, em que categorizam os diplomas legais por temas e elencam-nos com uma pequena descrição. Não sei se está completa, mas, mesmo assim, parece-me um bom esforço.

domingo, agosto 22, 2010

A IGT dos Estados Unidos...

... claro que com as devidas diferenças de proporções. 

A OSHA, Ocupational Safety and Health Admnistration, é a instituição americana encarregue de zelar pelo cumprimento da legislação relacionada com  Segurança e Saúde no Trabalho. Para ser sincero, já não visito o seu site há bastante tempo, mas há alguns anos era visita assídua e encontrava sempre material interessante.

sábado, agosto 14, 2010

SHO 2011

Para os mais familiares com estas andanças, e que sejam portugueses, logo reconhecem que SHO 2011 se refere ao colóquio de Segurança e Higiene Ocuapcionais, todos os anos organizado pela SPOSHO. O próximo ano será a 10 e 11 de Fevereiro, mais uma vez na Universidade do Minho, em Guimarães. 

Do meu ponto de vista, o colóquio é excessivamente técnico e pouco prático. Poderia melhorar tornando-se menos académico e abrindo-se mais ao mundo empresarial. No entanto, eu participei como orador nas duas últimas edições. E talvez participe nesta...

O prazo para apresentar resumos é 29 de Outubro de 2010. Para os que quiserem participar...

sábado, agosto 07, 2010

Site "Segurança e Higiene Industrial"

Este site é uma preciosidade, muito bom e com conteúdo excelente. Só é pena não ter sido acabado... Criado por Brites dos Santos, em, imaginem, 1998, sabem quantos visitantes teve???? Pouco mais de 700!! 

Leiam e aprendam. Eu voltarei cá, para analisar alguns dos assuntos.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Quedas em Altura

Num blog pouco interessante, criado no âmbito de um dos muitos cursos de SHT, encontrei estas imagens bem engraçadas relacionadas com o risco de queda em altura na utilização de escadas e equipamentos de elevação de pessoas.

Os trabalhos em altura e a utilização de escadas são responsáveis por um grande número de acidentes de trabalho.

Qualquer destas imagens poderia ser utilizada numa campanha de sensibilização para estes riscos.









terça-feira, junho 05, 2007

Portal Elergonomista

O portal galego Elergonomista é uma referência interessante, onde se podem encontrar um conjunto diversificado de documentos e informações. Tendo como subtítulo Portal de Ergonomia y Psicosociologia, abarca a área bastante mais vasta da Segurança e Higiene do Trabalho. Na sua apresentação, José Manuel, o seu webmaster, refere:
Y surgió la idea pensando en la posibilidad de ofrecer un lugar donde los profesionales de la seguridad y salud laboral pudiesen acudir en busca de recursos necesarios para el desarrollo de su profesión. (...)

Tem objectivos parecidos aos do Morrer a Trabalhar, apesar de recursos bem superiores para os atingir.Também ele pretende, na medida do possível, fomentar a Segurança e Saúde no Trabalho:

Labor que no es otra, que en la medida en que se pueda, fomentar la seguridad y salud laboral en aras de un trabajo seguro.

segunda-feira, junho 04, 2007

Blogs, SST e Sindicatos

Os sindicatos, como todos os parceiros sociais, deverão ter um papel cada vez mais activo na promoção das condições de Segurança e Saúde no Trabalho. Esta é uma área que não se compadece com atitudes de enfrentamento e agressivas, muitas vezes habituais nas relações sindicatos / entidades patronais. Até porque, nesta área, os interesses são comuns: menos acidentes conduzem a menor sofrimento dos trabalhadores e também a menores custos. A atitude deverá ser cada vez mais pró-activa.

Encontrei um blog de um sindicato inglês chamado
Health and Safety. Apesar de ser pouco actualizado e de ter alguns assuntos um pouco longe desta área da SST, aqui fica a referência.

quarta-feira, maio 30, 2007

Novo Acidente Mortal

Outro acidente mortal, hoje, vi mesmo agora na Sic Notícias. Um empilhador atingiu um trabalhador, numa fábrica em Leiria. Morreu...

E, em relação ao acidente anterior, parece que o trabalhador desmaiou e caiu com a cara numa poça de esgoto. O outro trabalhador entrou, e também desmaiou. Foi uma terceira pessoa que avisou os socorros.
O presidente da Empresa de Águas e Saneamento da Trofa, empresa onde trabalhavam os 3 trabalhadores, disse que era um trabalho que faziam habitualmente. E que estranha muito o gás, que não determinaram ainda qual era. Num esgoto, não será muito difícil prever a existência de ácido sufídrico. É assim que ocorrem os acidentes: tantas vezes vai o cântaro à fonte, que há-de chegar o dia em que se parte. Infelizmente...

Hoje, foi um dia fatídico...

Acidente mortal em espaço confinado

Vi agora mesmo, no Jornal da 2, uma notícia sobre um acidente mortal numa obra. Dois empregados estavam a efectuar uma obra num esgoto, a 8 m de profundidade. Um deles sentiu-se mal, desmaiou e morreu afogado no esgoto!!

Este é claramente um exemplo da necessidade de procedimentos claros e perfeitamente definidos para trabalhos em espaços confinados.

Um espaço confinado é (e cito de memória) um local onde o acesso é difícil e não é apropriado à ocupação humana permanente.

Neste tipo de locais, é necessário a existência de procedimento que defina as normas de segurança:

  • Para executar este tipo de trabalhos, deverá ser necessária uma autorização de trabalho;
  • Antes de se iniciar a entrada no local, deverá ser efectuada monitorização ambiental para verificar se a atmosfera é segura, quer em termos de quantidade de oxigénio, quer em termos de produtos perigosos;
  • Deverá existir um vigilante, que permanecerá fora do espaço confinado, e intervirá em caso de emergência;
  • Deverão ser definidos meios que permitam o resgate da pessoa, em caso de emergência, que entra no espaço confinado;
  • No caso de atmosfera ser perigosa, o local deverá ser ventilado, até a atmosfera se tornar segura;
  • Equipamento de protecção respiratória deverá ser planeado, de acordo com a atmosfera previsível.

Com estas medidas, provavelmente, não teríamos esta morte. E aqueles a quem lhes parece estas medidas exageradas e difíceis de cumprir, pensem que, se não o fizerem, estão a condenar alguém à morte.

São difíceis de implementar estas medidas, dirão alguns! Difíceis, talvez. Impossíveis, não, com toda a certeza. Requerem organização e planeamento, isso sim.

Acidentes mortais e Alberto João

No dia em que surgiu esta notícia, quis colocá-la no Morrer a Trabalhar. Depois, como não encontrei nenhum link, esqueci-me e não fiz o post. Mas a notícia, que ouvi pela manhã na TSF, revoltou-me.

E revoltou-me, principalmente, pela completa ausência de qualquer declaração de pesar por parte de Alberto João Jardim, o inefável presidente do Governo Regional da Madeira.

Qualquer acidente mortal é, por si só, uma situação trágica. Nesta situação, a tragédia torna-se maior pelo completo silêncio de quem tem uma dupla responsabilidade: como governante, e, por isso, com especiais obrigações; e como alguém com responsabilidades na própria construção dos locais onde ocorreram os dois acidentes mortais (seria o governo regional
dono de obra?).

Esta situação da ocorrência de dois acidentes mortais em altura de campanha eleitoral, e por isso, altura de grande pressão para a conclusão das obras, leva-nos a ter que reflectir sobre a influência dos ritmos de trabalho elevados em empresas sem uma gestão e organização de segurança robustas.

sábado, maio 26, 2007

El riesgo laboral en España

A semelhança entre Espanha e Portugal é grande. Também aqui nunca pasa nada. E por isso, acontecem acidentes todos os dias. Por isso, todos os dias morrem pessoas ao trabalhar.
Retirado do SlideShare, este slideshow é um excelente exemplo de que nunca pasa nada. Até ao dia...

quarta-feira, maio 23, 2007

Incêndio em Cascais

Mesmo agora, na Sic Notícias, vi a notícia de um incêndio em Cascais, numa fábrica de brinquedos. A fábrica ficou praticamente destruída. Provavelemnte, a sobrevivência da empresa estará comprometida.

É este tipo de argumento que poderá ser usado para motivar as empresas a implementarem as medidas de Segurança necessárias.

Teria esta fábrica sprinklers? Carretéis? Ao menos extintores? Estariam os colaboradores treinados para agir em caso de emergência? Provavelmente, não. Porquê? Porque os seus donos não tinham consciência do risco.

A prevenção contra incêndios é uma das áreas em que melhor se vê a relação da Segurança com a sobrevivência das empresas. Poderá ser usada para nos aproximarmos de quem tem o poder de decisão. E essa proximidade é necessária para que a acção dos profissionais de segurança seja efectiva.

domingo, maio 20, 2007

Exemplo a repetir?

No portal espanhol Prevention World, encontrei esta notícia bem interessante. Por cá, temos a lista de dívidas ao fisco e à Segurança Social. Porque não, à semelhança do que irão fazer na Catalunha, publicar a lista negra das empresas que tenham nas quais tenham sido identificadas falhas graves em termos de Segurança e Saúde no Trabalho? A notícia refere, a dado passo:

El departamento de Treball está preparando ya la publicación de la llamada lista negra de la siniestralidad
laboral. En esta relación aparecerán las empresas a las que se hayan impuesto sanciones muy graves de carácter firme.
Algumas reacções negativas fizeram-se já sentir:
Los promotores y constructores han manifestado su oposición a la publicación de listas de empresas con accidentes.
Porque será?

Espero que implementem esta legislação. E que as nossas entidades a saibam, e queiram, trazer para cá. Parece-me que poderia ter efeitos benéficos.

sábado, maio 19, 2007

Brasil - Uma realidade impressionante


O Brasil é um país enorme: 5º maior país do mundo, em população e área, com mais de 188 milhões de habitantes!! A grandiosidade do Brasil sempre me surpreendeu. É uma realidade que claramente ultrapassa a minha escala, habituado que estou à nossa realidade portuguesa.
Já sabia tudo isto, mas hoje, nova surpresa. Fiz uma busca no Yahoo Groups, a página de grupos do Yahoo, procurando listas de discussão brasileiras sobre Segurança e Saúde no Trabalho. Encontrei inúmeras, mas o que mais me surpreendeu foi a quantidade de membros que algumas delas têm. Listo as maiores:
Esta lista não é, de modo nenhum exaustiva. Só foram listados os grupos com mais de 200 membros. Mas, mesmo assim, encontrei 11 grupos!!! E, se somarmos todos os membros, atingimos o valor impressionante de quase 20 000!!!
Se compararmos com Portugal, onde eu apenas conheço 2 listas de discussão (HSTAPT e FAQList), em que a HSTAPT tem apenas cerca 250 membros, percebemos melhor o quão é impressionante a realidade brasileira. Também na Segurança e Saúde no Trabalho.

quinta-feira, maio 17, 2007

Algumas contas interessantes...

No mesmo comentário que referi no post anterior, são apresentadas uns cálculos interessantes, que mostram claramente os custos para a Sociedade que têm os acidentes de trabalho. Publicado pelo Ricardo Barata, inicialmente num blog entretanto extinto, chega à conclusão que quase 1% da população activa não contribuiu para o desenvolvimento do país, porque estava de baixa... Em síntese, chega a esta conclusão:
Em 2001 cerca de 0,7% da população activa nacional não deu o seu contributo para o desenvolvimento económico devido a sinistralidade laboral (se incluirmos o cálculo de dias perdidos por acidentes de trabalho mortal seria próximo de 1%) e diariamente morreu 1 pessoa por estar simplesmente a trabalhar.De referir que nesta publicação verificou-se que em cada 100 trabalhadores expostos ao risco 5,6 sofem acidentes de trabalho.

Como utilizar os índices?

No post anterior, publiquei dois valores interessantes referentes à sinistralida laboral em Portugal. E apontei uma referência para valores da Europa a 15.

O que faria eu com estes valores? Utilizava-os para comparar com os meus índices. Primeiro, saberia como estou em relação a Portugal. Estou melhor que a média nacional? Depois, definia um benchmark, a Dinamarca, por exemplo, e passaria a comparar-me com ela.

Não é perfeito, mas já é alguma coisa. O ideal seria ter valores por indústria e comparar-me com a minha. Mas, em Portugal, até chegarmos aí teremos que percorrer um longo caminho. Parece-me...

Mais tarde, publicarei alguns índices por indústria, para alguns países com estatísticas disponíveis.

Estatísticas de sinistralidade laboral

Provavelmente, sou eu que tenho andado distraído. Mas foi preciso encontrar esta publicação na área da Responsabilidade Social para encontrar índices de sinistralidade em Portugal. Vindas via Eurostat!!! (Podem fazer o download directo da publicação aqui)

E fiquei a saber algumas coisas interessantes:
  • Em termos de índice de incidência de acidentes não mortais (nº de acidentes por 100 000 empregados), tivemos uma tendência francamente positiva. Passamos da liderança em 1994, com cerca de 6000, para um não brilhante, mas pelo menos esperançoso, 4º lugar, com pouco menos de 5000.
  • Já em termos de acidentes mortais, a situação é desastrosa: primeiro lugar destacado, com 8 acidentes mortais por 100 000 empregados!!!!
O que nos leva a uma questão interessante: será que reportamos os acidentes que ocorrem? Será que não existe, no caso dos acidentes não mortais, uma insuficiência no reporte? Parece-me que será esta a questão. Porque, nos acidentes mortais, é mais complicado não reportar...

Algumas reflexões são pertinentes:
  • É incrível que estes índices não sejam disponibilizados pelas instituições portuguesas. O que estão a fazer o ISHST e a IGT?
  • É incrível que, num documento de 2004, os dados apresentados sejam de 2000!!! Será que, nem o Eurostat, publica estes dados atempadamente?
  • Que medidas enérgicas (porque, numa situação calamitosa como esta, as medidas têm que ser enérgicas) estão a ser tomadas para inverter esta situação: primeiro, pelos empresários, pelos profissionais de Segurança, depois pelo ISHST e, por fim, pela IGT. Não tenho a certeza se a ordem será esta, mas que todos terão que estar envolvidos na alteração desta situação, disso tenho a certeza!